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Como saber se meu texto está pronto para Revisão?

Saber o momento certo de enviar seu texto pra revisão pode ser um desafio e tanto. Por isso, alguns autores e autoras acabam adiando ao máximo esse processo ou adiantando demais o envio. Em ambos os casos, o prejuízo é certo. No primeiro porque sobra pouco tempo pra ajustar aquilo que o revisor sugere, e no segundo porque tu acaba precisando mandar de novo pro profissional em algum momento (e pagar mais uma vez pelo serviço, óbvio). Pra te ajudar a fugir dessas armadilhas, o papo de hoje traz dicas sobre o momento ideal de encaminhar teu texto pra revisão.

Meu texto está pronto para a revisão?

Antes de tudo, vamos começar com uma analogia que vai te fazer entender exatamente a importância de enviar o texto pra ser revisado no tempo certo. Tu já fez mudança alguma vez na vida? Se já passou por esse trauma (exagerada mesmo), sabe que a situação é caótica. Tem que encaixotar coisas, planejar viagem, contratar alguém pra ajudar com o frete, chamar todos os amigos e parentes disponíveis no dia e por aí vai. Depois de chegar na nova casa, vem a pior parte: organizar tudo. O escritor ou escritora com o livro pronto tá mais ou menos nessa etapa da “mudança”. Ele ou ela tá preparando tudo e tentando deixar o livro lindo pro leitor. O revisor ou revisora, então, é basicamente aquele que ajuda a fazer a última faxina antes de dar a mudança por encerrada.

                Agora, imagina comigo: depois de vocês ajeitarem tudo bonitinho, dar os toques finais na decoração, colocar cada coisa no seu lugar, tu percebe que a cor da parede do quarto não tá legal e decide pintar. Ou então nota que esqueceu de chamar o moço pra instalar a internet. Ou que quer derrubar a parede entre a sala e a cozinha. Tu vai fazer isso mesmo depois de tudo organizado? Provavelmente sim. Vai precisar arrumar tudo de novo depois e chamar aquele amigo ou amiga de volta? Sim também. Com o livro, o processo é o mesmo: se tu mexer em alguma coisa depois que já tiver enviado pra revisão, o profissional vai ter que ser acionado mais uma vez, e o serviço vai ser cobrado de novo (justo, né?). Pra economizar tempo e grana, tu precisa analisar 3 coisas principais dentro da tua história.

1. Todos os detalhes que queria estão no texto

Lembra da cor da parede do quarto? Pois é, seria bem legal se tu tivesse percebido que queria mudá-la antes da mudança. E exatamente por isso precisa garantir que todos os detalhes necessários pra história estejam no livro quando enviá-lo pro revisor ou revisora. Desse jeito, tu não vai precisar acrescentar trechos ou páginas significativas depois do processo, correndo o risco de eles ficarem sem revisão.

Alguns profissionais até usam a política de receber o texto de novo depois de ele passar pela tua avaliação, mas isso não é uma regra e também não inclui modificações extensas de enredo. Se tu precisar fazer alterações consideráveis no livro – como acrescentar capítulos, por exemplo –, isso provavelmente será cobrado como um serviço separado pelo revisor ou revisora. Pra evitar esse gasto, tu pode analisar com cuidado o texto antes de encaminhar à etapa de revisão.

2. Tu já fez todos os cortes necessários no texto

Uma máxima aristotélica defendida pelo sábio Carlos Drummond de Andrade já dizia: “Escrever é a arte de cortar palavras”. E ela não podia ser mais verdadeira, principalmente quando se trata de enviar o texto pra revisão (ou derrubar paredes, metaforicamente). O profissional que vai cuidar do teu livro nessa etapa, no geral, faz o orçamento baseado em laudas. Lauda é uma medida que considera os caracteres de um texto, ou seja, cada mínima coisa no arquivo (inclusive os espaços em branco). Por isso, tudo que estiver “sobrando” no teu texto vai entrar nessa conta, não tem jeito. Pra evitar esse gasto extra, é só fazer o básico: cortar todas as informações desnecessárias da história.

Eu sei, pode ser bem doloroso tirar aquele trecho capaz de te tirar lágrimas toda vez que lê ou aquele advérbio do meio da frase. Mas se eles não acrescentam nada ao enredo ou ao sentido do enunciado, pode excluir sem medo. A regra é desapegar. Pensa sempre com cautela e racionalidade no que é fundamental ao texto e coloca isso em prática. Acredite, o resultado vai ser o melhor possível.

 

3. Já enviou o texto para o leitor beta ou crítico?

Tu já sabe o que é leitor crítico (se não sabe, vai correndo ler o texto anterior aqui da coluna), então não vamos ter essa conversa de novo. Mas vou te falar o básico sobre o leitor beta: ele é basicamente aquela pessoa pra qual tu encaminha o livro antes de ser lançado. O objetivo é receber feedbacks de acordo com a visão de um leitor, do público-alvo da tua história. Usando a analogia da mudança, ele é o amigo ou amiga que aparece antes de tudo terminado e te dá dicas de decoração quando tu fica em dúvida sobre algum detalhe.

É importante que, antes de enviar o arquivo do livro pro revisor ou revisora, tu já tenha passado por essa etapa. Porque tanto o leitor crítico quanto o leitor beta podem sugerir edições e cortes, e isso vai resultar em alguma mudança no texto. Ela pode ou não ser significativa, mas vai precisar ser revisada de novo.

E aí, ficou mais claro o momento exato de enviar o texto pro profissional responsável pela revisão? Confia em mim: organizar a casa depois da mudança pode parecer impossível, mas fica muito mais fácil quando tu tem o planejamento e os ajudantes certos.

Redes sociais da autora: Patrini Ferreira

Página oficial Izyncor: Patrini Ferreira

Palavras-chaves
Revisão de texto, momento ideal, envio para revisão, leitura crítica, preparação de texto, Ao Pé Da Letra, Patrini Ferreira

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