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Por que amamos os vilões?

Thanos, Coringa, Antun Chigurh, Voldemort… O que os faz tão icônicos? O que explica nosso deslumbramento por eles, se são personagens maus? Os vilões são diferentes dos anti-heróis. Estes últimos fazem o bem com meios duvidosos, e os primeiros são pura maldade, caos e crueldade em sua maioria. Muitas vezes, inclusive, mais interessantes do que os heróis.

Ninguém lembra do personagem principal de Far Cry 3, mas quem jogou com certeza não esquece o odioso Vaas Montenegro. Ninguém lembra das centenas de vítimas do Jason, mas todo mundo sabe quem é o brutamontes com máscara de hockey e machete. O fascínio pelos vilões é um fenômeno complexo e multifacetado e pode ser atribuído a diversas razões psicológicas, sociais e culturais.

 

Os vilões frequentemente desafiam as normas e os valores estabelecidos, e essa ambiguidade moral pode ser intrigante para alguns espectadores, jogadores e leitores. Eles não se conformam às regras da sociedade; são capazes de criar uma atração pela transgressão e pelo comportamento fora do comum.

Muitos vilões são apresentados como personagens complexos, com motivações, traumas e histórias de vida responsáveis por torná-los mais do que simples arquétipos do mal. A profundidade psicológica dessas figuras pode capturar a atenção e o interesse dos espectadores, transformando-os em algo mais fascinantes. Além disso, alguns vilões são retratados com características carismáticas e charmosas, e isso tende a ser atraente para muitas pessoas. Eles possuem uma presença magnética que os faz se destacar e chamar a atenção do público. 


Em alguns casos, os vilões podem ser retratados com traços humanos e vulnerabilidades. Essa caracterização leva os espectadores a desenvolver empatia por eles. Compreender suas experiências de vida ou entender as motivações por trás de suas ações pode criar uma conexão emocional com esses personagens. O Coringa de Joaquim Phoenix sofre bastante antes de libertar seus demônios interiores para causar o caos. 


A admiração pelos vilões também pode ser explicada pela projeção de aspectos obscuros da psique humana. Eles personificam os impulsos e os desejos reprimidos de muitas pessoas, que não devem ou não querem expressá-los na vida real. Eu mesmo gostaria de ter um Death Note em mãos.

Light Yagami de Death Note - Takeshi Obata (2003)

Outro fato importante é que o vilão é frequentemente o adversário do herói, e o conflito entre essas duas forças opostas é uma parte essencial das narrativas. O vilão apresenta um obstáculo significativo para o herói superar, tornando a história mais envolvente e emocionante. 

 

Algumas vezes, os vilões são retratados com uma estética única e visualmente interessante, o que tende a contribuir para seu apelo. Os trajes, a aparência e os maneirismos são criados, muitas vezes, para destacá-los e fazê-los inesquecíveis. Darth Vader, por exemplo, é inconfundível.

Em alguns casos, as pessoas podem encontrar certo encanto no caos e na destruição representados pelos vilões. Esse fascínio pode ser uma forma de escapismo ou uma maneira de explorar emoções e situações inacessíveis ou indesejáveis na vida real.


Na literatura, temos Drácula como um ótimo exemplar das características listadas acima e reverbera ainda hoje no cinema e em várias outras mídias. E você, também tem seus vilões favoritos? Não se preocupe, não é desvio de caráter seu. Ao menos enquanto não confundir realidade e ficção.

Vilões: Drácula de Drácula de Bram Stoker - Bram Stoker (1897)

Que outros exemplos de vilões memoráveis da literatura você lembra?

Redes sociais do autor: Dark Gero

Página oficial Izyncor do autor: Dark Gero

Palavras-chaves
Vilões, amamos, odiamos, arquétipos, caracterização de personagem,estética única, traços humanos, projeção da psique, caos

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