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Apocalipse Climático: Distopia ou Contagem regressiva?

Pense no seguinte cenário:

Quatrocentas e oitenta e nove mil pessoas morrem por ano por causa do calor; 61 mil no verão passado, só na Europa. A onda de calor de 2021 no noroeste do Pacífico matou 1 bilhão de criaturas marinhas. Os oceanos absorvem, por segundo, o calor equivalente a cinco bombas atômicas. Outra onda de calor, na Antártica, levou os termômetros aos 20ºC. O recorde histórico de alta temperatura do Canadá foi batido em 2021, com 49,6ºC. Da Europa também: 48,8ºC, na Sicília. Há menos de um mês, uma cidade chinesa marcou 52,2º C. Julho de 2023 foi o mês mais quente de que se tem registro.

O que parece o enredo de uma distopia, na verdade são dados científicos documentados. Essas informações foram publicadas pela jornalista Flavia Tavares do “Meio”, na Edição de Sábado (12.08.2023).

Para mim que moro em Cuiabá, capital do Mato Grosso, onde no último dia 11 de agosto de 2023 os termômetros marcaram 42ºC, o calor insuportável não é uma novidade. Desde o início dos anos 2000, que as queimadas tingem o céu de um cinza avermelhado. Chovia fuligem e andar qualquer distância ao ar livre era um martírio.

Em 2020, o pantanal foi incendiado, um verdadeiro desastre. Anos haviam se passado desde que o céu havia sido ocultado por fumaça e o sol se tornara uma esfera vermelha de brilho pálido. Estávamos em meio a pandemia e não podíamos sair de casa. Quando saíamos, nos deparávamos com esse cenário desalentador. Foi naquela época que comecei a escrever Estéril V.1.

Eu olhava para céu e ficava imaginando o que será do futuro nessa região do globo. O que será feito para proteger os rios, as florestas e os animais? E se realmente algum dia internacionalizassem a Floresta Amazônica? E se alguma região do país ficasse inabitável? Será que os Estados mais ricos receberiam toda uma população oriunda do norte e nordeste de braços abertos? Qual o papel das religiões mais populares nesse contexto? Como se comportará a elite?

Todas essas perguntas se enredaram na trama do meu livro e a história foi ficando cada vez mais elaborada. Comecei a pesquisar sobre o tema, porque minha pretensão era criar um cenário plausível, algo que realmente pudesse acontecer caso não sejamos capazes de reverter os efeitos do aquecimento global. Um dos livros que li foi a “A Terra inabitável” do Jornalista David Wallace-Wells. Dessa leitura retirei uma citação para auxiliar meus leitores na aclimatação da história:

“As projeções das Nações Unidas são mais sombrias: 200 milhões de refugiados do clima até 2050. Duzentos milhões era toda a população mundial no auge do Império Romano, se você conseguir imaginar cada pessoa viva que habitava algum lugar do planeta nessa época sendo despojada de seu lar e forçada a sair vagando por territórios hostis em busca de um novo lugar para morar."

Hoje vemos refugiados do oriente e da ásia se espalharem pelo globo, obrigados a deixarem seus lares em razão de guerras. Os prognósticos de todas as publicações que li são os mesmos. Já existem milhares de refugiados do clima na atualidade. Não é demais pensar que isso poderia ocorrer no Brasil, que já possui regiões padecendo por causa do calor e das queimadas.

É por isso que Estéril V.1, meu livro que será lançado pela Izyncor, tem uma importância tremenda para nossa realidade. É um livro cheio de ação e aventura, mas trata de temas espinhosos para nós brasileiros.

Essas e outras questões estão colocadas em Estéril de um jeito único em uma trama emocionante e com personagens que são gente como a gente.

Redes sociais da autora: Bruno Álvares

Página oficial Izyncor: Bruno Álvares

Palavras-chaves:
Apocalipse climático, contagem regressiva, distopia, onde de calor, queimadas, êxodo climático, projeções das Nações Unidas, Estéril V1, editora Izyncor.

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